Sistema Bíblico

Um Blog independente de Religião, que buscará a forma correta do estudo da Bíblia, sempre procurando o seu contexto e situação. ..:*E para termos um ponto de encontro aqui no blog, os dias de postagem serám dia de 'TERÇA E QUINTA' entre 16:00hrs e 19:00hrs da noite. Sistema Bíblico 2012:..

O que é a Bíblia? #4

Esta é a Sexta e ultima parte do post 'O que é a Bíblia?', continuando as partes principais da Bíblia.

   6. O fim dos tempos
   Como os primeiros cristãos lidavam com este sofrimento? Como entendiam o que Deus estava fazendo agora que Jesus deixara a terra?
   O último livro da Bíblia, Apocalipse, mostra que Deus tem o controle dos processos da história, algo que elevaria os cristãos perseguidos à presença do grande Deus que serviam. Mais que isso, os primeiros cristãos aguardavam um dia em que Jesus voltaria à terra para completar, final mente, a obra que começara na sua vida, morte e ressurreição.
   Nesse dia, os cristãos esperam a renovação e restauração de todo o universo de volta ao plano original de Deus na criação (Ap 21.1-8).
   Será também um dia em que o mal e o pecado serão removidos do mundo, um dia no qual aqueles que rejeitam Deus serão julgados e aqueles que confiam em Jesus verão o Senhor face a face.

A Bíblia como testemunha
   A Bíblia não conta esta história de forma distante, como um históriador faria. Ela é escrita para convidar aqueles que ouvem sua mensagem a confiar em Jesus também. É escrita para convencer seus leitores a se tornarem seguidores de Jesus, e ajudá-los a entender como segui-lo com outras pessoas. Ler a Bíblia é como receber um convite para uma festa - ela busca nossa resposta!

O que é a Bíblia? #3

Continuando com as partes principais da Bíblia.

   4. Jesus
   Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo, inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se torno prisioneiro em sua própria terra e foi oprimido por povos pagãos. No século 1 d.C., eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio, sendo castigados por Deus, embora estivessem fisicamente na sua terra. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los - Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia, e por isso criam que Deus o faria novamente.
   Nesse contexto aparece Jesus, um mestre judeu que curava e falava do 'reino' de Deus - afirmando que Deus ainda estava no controle, apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido.
   Durante três anos Jesus ensinou, curou e libertou pessoas das forças opressivas, anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11.16-20).
   Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade - Ele ajudou até estrageiros desprezados que o procuravam (Ex. Mt 8.5-13). Jesus dizia oferecer renovação para a nação, trazendo boas novas do perdão de Deus. Ele falava a respeito do Templo de uma forma que surgeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2.18-22; Mc 13.1-2).
   Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus, cuja vida dependiam da existência do Templo. Muitos deles estavam coladorando com governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia.
   Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11.47-53). Surpreendentemente, Jesus não resitiu a isto. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12.1-12). Além disso, Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo.
   Na noite em que foi preso e julgado, ele passou tempo com seus amigos, celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. Jesus deu àquela refeição um novo significado. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue, entregues na morte (Lc 22.14-20).
   Pouco depois Jesus foi preso, julgado e condenado à morte pelos líderes judeus, e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). Ele foi executado por crucificação. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Jesus morreu.
   Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos.
Ele realmente era o Messias!

   5. Os seguidores de Cristo
   Após a sua ressureição, Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele (Mt 28). Antes de voltar para Deus, ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa.
   Na festa judaica de Pentecostes (conhecida também como festa da colheita), pouco tempo mais tarde, os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espirito Santo, quando receberam a capacidade de falar em novas línguas (línguas de naçãoes, At 2), de forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus.
   Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor mar Mediterrâneo. Pequenos grupos de cristãos (chamados inicialmente de nazarenos) começaram a formar-se, inicialmente entre o povo judeu, mais depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo.
   E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham, ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas - barreiras de gênero, condição social e raça (Gl 3.28).
   Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. Cuidar dos outros, principalmente de outros cristãos, era mais importante que suas próprias necessidades. Além disso, eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus - muitos foram excluídos socialmente, outros morreram porque se comprometeram a segui-lo.

Esta é a terceira parte do post 'O que é a Bíblia?' no próximo post tem a sexta parte principal da Bíblia.

O que é a Bíblia? #2

   3. Israel
Em seguida vem o período de Israel. Deus escolheu um homem, e seus descendentes, para ser o meio de reparar o estrago que a rebelião humana contra Deus causara - um homem chamado Abr(a)ão que vivia na cidade de Ur.
   Deus deu a Abraão uma promessa tripla: uma descendência: uma terra que Deus daria a seus descendentes; e que por meio da descendências de Abraão Deus abençoaria toda a humamidade (Gn 12.1-3).
   Após escolher esta nação, Deus a protegeu e cuidou dela.
   Eles se tornaram escravos no Egito, mas Deus agiu para livrá-los por intermédio de Moisés, tirando-os do Egito, conduzindo-os numa peregrinação de 40 anos pelos desertos da península do Sinai, até introduzi-los na terra onde Abraão tinha vivido antes deles.
   Este ato maravilhoso, chamado de êxodo, tornou-se um momento marcante para a nação de Israel, pois, daí em diante, eles se lembrariam desse episódio como o momento em que Deus os tinha salvado e os adotado. Até hoje, o povo judeu celebra o êxodo na festa anual da Páscoa.
  Enquanto estavam no deserto, Deus fez outra coisa que seria muito importante para a vida da nação: deu-lhes sua lei. A nação era sua por causa da sua bondade em tirá-la do Egito: logo, os 'Dez Mandamentos', um resumo da idéia central da lei, começam assim: 'Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão' (Êxodo 20.2).
   Os mandamentos também diziam como o povo de Deus devia viver (Êx 20.3-17).
O povo, no entanto, não conseguia viver consistentemente como Deus queria, e então outra parte crucial da lei era o sistema sacrificial.
   Quando o povo desobedecia à lei, a maneira de 'cobrir' seu erro e restaurar o relacionamento com Deus era o sacrifício de um animal no lugar da pessoa que desobedecera a lei. A pessoa colocava uma das mãos na cabeça do animal, para demonstrar que este estava sendo sacrificado por ela, para que Deus perdoasse sua desobediência.
   Tratava-se de um procedimento caro, pois animais eram um grande sinal de riqueza na sociedade rural da Antiguidade. Posteriomente, os sacrifícios passaram a ser oferecidos no Templo de Jerusalém, a capital da nação.
   A vida de Israel continuou com muitos altos e baixos por mais de 1000 anos.
   A nação se dividiu após a morte do rei Salomão, e a parte norte do reino (Israel) caiu nas nas mãos dos assírios no século 8 a.C., porque abandonaram sua fé em Deus dando lugar a outras religiões (adorando outros deuses).
   O povo do reino do sul (Judá) foi levado ao exílio na Babilonia cerca de 150 anos mais tarde, por razões semelhantes.
   Mas Deus não desistira do seu povo. Ele restaurou o povo de Judá na sua própria terra cerca de meio século depois. Profetas - que transmitam a palavra de Deus ao povo - interpretaram este retorno como um 'novo êxodo' (veja, por exemplo, Is 40.3-5; 43.1-7). Os profetas também anunciaram um salvador vindouro, que Deus enviaria para libertar seu povo, uma pessoa que os judeus chamavam de 'Messias'. Diversos grupos de judeus (proveniente de judá) tinham crenças diferentes com relação ao Messias, mas todos esperavam que ele trouxesse o reino de justiça da parte de Deus.

Esta é a segunda Parte do post 'O que é a Bíblia?', continuará no próximo post.

Reflitão sobre os versos biblicos.

O que é a Bíblia? #1

   Para muitas pessoas a Bíblia é um livro desconhecido. O que ela contém? Do que se trata? É melhor ver a Bíblia como um todo para não nos perdermos em meios aos detalhes. As duas maneiras mais eficazes de analizar a Bíblia são: considerá-la uma história; e ouvi-la como uma testemunha.

A Grande História
   A Bíblia é um magnífico livro de histórias, cheio de narrativas muito bem escritas. Mas ela é mais que uma coleção de histórias - há uma grande história contada pelo conjunto de relatos individuais. No centro da grande história está Deus eo que ele está fazendo com o mundo e a humanindade. A Bíblia começa com Deus criando os céus e a terra, e conta a história da sua relação com a humanidade até o dia futuro em que as guerras, as doenças, a morte, e a dor deixarão de existir. Esta grande história tem seis partes principais.

   1. Criação
Deus criou o universo do nada pela sua simples e poderora palavra. Gn 1 registra seis ocasiões em que Deus falou e acrescenta: 'E assim aconteceu.' Deus ficou satisfeito com o universo que criou, e o chamou de 'muito bom' (Gn 1.31). Ele colocou pessoas em seu mundo para cuidar dele e usar todo o seu potencial, dando-lhes responsabilidade pelos animais, pássaros, árvores e plantas.

   2. Queda
Deus deu às primeiras pessoas liberdade para explorar o jardim em que as colocou, mas proibiu-as de comer o fruto de uma determinada árvore (Gn 2.15-17). Influenciadas por uma serpente falante (a personificação do mal), elas decidiram não fazer a vontade de Deus (Gn 3.1-7) e Deus reagiu expulsando-as do jardim (Gn 3.22-24). Esta história (geralmente chamado de 'queda da humanidade') é vital para compreender mos grande parte da Bíblia, pois explica que a raça humana está de relações cortadas com Deus - e toda a criação foi afetada pelo rompimento deste relacionamento.

Esta é a primeira parte do post 'O que é a Bíblia?', continuará no próximo post.

Enquanto isso pesquise os verso que foram aprentados na Bíblia.

Os Livros da Bíblia (NT)

NOVO TESTAMENTO (27 livros)

Os Evangelhos e Atos
¤Mateus
¤Marcos
¤Lucas
¤João
¤Atos dos Apóstolos

   Os quatros evangelhos registram a vida de Jesus, principalmente seus três anos como pregador itineirante, e a semana final em que foi crucificado. Sua ressureição é considerada confirmação de sua reivindicação de ser o Messias/'Filho de Deus' Prometido. Todos se baseiam na evidência de testemunhas oculares dentre seus seguidores mais chegados: cada autor tem seu próprio propósito em contar a história.
Atos dos Apóstolos é a continuação do Evangelho de Lucas, a história de como os primeiros cristãos, principalmente Pedro e Paulo, difundiram as 'boas novas' de Jesus entre judeus e gentios, chegando até a própria Roma.

As Cartas e Apocalipse
¤Romanos
¤1 e 2Coríntios
¤Gálatas
¤Efésios
¤Filipenses
¤Colossenses
¤1 e 2Tessalonicenses
¤1 e 2Timóteo
¤Tito
¤Filemom
¤Hebreus
¤Tiago
¤1 e 2Pedro
¤1 e 2 e 3João
¤Judas
¤Apocalipse

   As 13 primeiras cartas - escritas para 'novas igrejas' recém-formadas - lidam com situações específicas, questões que os cristãos estavam levantando, e as necessidades de líderes. Todas são de autoria de Paulo, o 'apóstolo dos gentios', cuja conversão dramática é registrada em Atos.
Hebreus (mais parecido com um sermão do que com carta) é um livro com autor anônimo.
As outras, cartas 'gerais', dirigem-se a grupos mais amplos de cristãos.
Apocalipse, embora uma carta circular, é o único exemplo no Novo Testamento de uma obra 'apocalíptica'(Revelação). Escrita para cristãos perseguidos, ela lhes assegura que os propósitos de Deus estão sendo e serão realizados, até a história chegar ao fim, o mal ser finalmente destruído, e o povo de Deus gozar para sempre da sua presença nos 'novos céus e nova terra'.

Os Livros da Bíblia (AT)

ANTIGO TESTAMENTO (39 livros)

Os 'Cincos Livros'
¤Gênesis
¤Êxodo
¤Levítico
¤Números
¤Deuteronômio

   Estes livros contêm histórias sobre criação do mundo, o grande dilúvio e os pais (e mães!) da nação de Israel (Gênesis); a escravidão no Egito e o êxodo (Êxodo): e os 40 anos de perigrinação no 'deserto' do Sinai (Números; Deuteronômio).
Eles também registram o dom da lei de Deus para o seu povo resumido nos Dez Mandamentos (Êxodo; Deuteronômio) e regras detalhadas para sacrifício e adoração, centrados no tarbenáculo (tenda especial de Deus)(Êxodo; Levítico).

Historia de Israel
¤Josué
¤Juízes
¤Rute
¤1 e 2Samuel
¤1 e 2Reis
¤1 e 2Crônicas
¤Esdras
¤Neemias
¤Ester

   Começando com a conquista da terra prometida (Josué), estes livros dão continuidade à história da nação, de seus heróis e daqueles que falharam para com a nação ao desvia-la de Deus. O período de liderança dos 'juízes' (Gideão, Sansão e outros) termina com Samuel, que ungiu os primeiros reis de Israel. Depois dos reis Saul, Davi e Salomão (1 e 2Samuel; 1Reis), as dez tribos do Norte se separaram e formaram o Reino de Israel, enquanto a linhagem de Davi continuou em Judá. A queda de Samaria nas mãos da assíria marcou o fim de Israel. Mas um remanescente de Judá sobreviveu à destruição de jerusalém e retornou do exílio na Babilônia. Renovando sua obediência à lei de Deus, reconstruíram o Templo e as muralhas da cidade (Esdras; Neemias).

Poesia e Sabedoria
¤Jó
¤Salmos
¤Provérbios
¤Eclesiastes
¤Cânticos dos Cânticos

   Estes livros contêm a maior parte da poesia da Bíblia e a 'sabedoria' (grande parte em forma de provérbios: Provérbios, Eclesiastes) que era bastante popular no oriente próximo antigo por volta da época do Rei Salomão. Jó é uma dramatização poética sobre o sofrimento. Salmos é um livro de hinos. Cântico dos Cânticos é poesia romântica lírica.

Os Profetas
¤Isaias
¤Jeremias
¤Lamentações
¤Ezequiel
¤Daniel
¤12 'profetas menores': Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.

   Os profetas traziam a palavra de Deus a seu povo: advertindo sobre o julgamento (quando o povo se desviava de Deus) incentivando com esperança e promessas (nos momentos difícies). A maioria viveu nos séculos 8 e 7 a.C., quando a nação estava sob ameaça, primeiro dos assírios e depois dos babilônios. Amós falou pela justiça a favor dos pobres. Alguns pertencencem ao período do retorno do exílio. Várias profecias (as mais conhecidas estão em Isaías) prevêem a vinda do 'Messias', que Deus enviaria para libertar seu povo e reinar com justiça e paz.

Objetivo do Blog

A Bíblia é o livro mais distribuído e lido do mundo. Alguns a lêem por curiosidade, alguns como parte de uma busca espiritual, outros por causa do seu rico legado cultural.
Este Blog foi criado para ser usado com a Bíblia; para esta junto dela. Não é apenas para referência, falando ao leitor sobre a Bíblia. A intenção é reunir informação que antes só podia ser encotrada em vários livros de referência diferêntes. O texto que iremos postar pode ser usado com qualquer versão ou tradução da Bíblía.
Além de ser um blog para ser usado com a Bíblia, o blog também estará junto ao leitor, convidativo e acessível. Assim, nenhum conhecimento prévio é necessário. O blog irá se comunicar de forma simples -- não simplista. Termos técnicos são usados o minimo possivel. Quando serem usados, seram explicados.
O objetivo principal é ajudar os leitores a ententer o próprio texto da Bíblia. Os passos seguintes são interpretar o que é lido e apreciar o que a Bíblia pode nos dizer hoje. Isso significa descobrir se um determinado livro é escrito como poesia ou prosa, história ou carta - e seu contexto histórico.
Abrir a Bíblia em Gênesis e ler até Apocalipse geralmente não é a melhor maneira de comecar! Por isso o propósito desta revisão mais ampla é servir os leitores no novo milênio. Sentimo-nos estimulados a reescrever o texto como um todo.
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