Um Blog independente de Religião, que buscará a forma correta do estudo da Bíblia, sempre procurando o seu contexto e situação. ..:*E para termos um ponto de encontro aqui no blog, os dias de postagem serám dia de 'TERÇA E QUINTA' entre 16:00hrs e 19:00hrs da noite. Sistema Bíblico 2012:..

O que é a Bíblia? #3

Continuando com as partes principais da Bíblia.

   4. Jesus
   Os profetas prometeram mais que um simples retorno à terra. Eles falaram de outras coisas boas que Deus faria para seu povo, inclusive liberdade para adorar e viver como povo de Deus e a oportunidade de envelhecer sem medo. Isto ficou ainda mais difícil quando o povo se torno prisioneiro em sua própria terra e foi oprimido por povos pagãos. No século 1 d.C., eles se sentiam como se ainda estivessem no exílio, sendo castigados por Deus, embora estivessem fisicamente na sua terra. Os romanos os governavam e eles não tinham liberdade para viver como o povo de Deus devia viver. Mas as histórias centrais que os definiam como povo de Deus eram histórias de Deus agindo para resgatá-los - Ele fizera isto no êxodo e no retorno da Babilônia, e por isso criam que Deus o faria novamente.
   Nesse contexto aparece Jesus, um mestre judeu que curava e falava do 'reino' de Deus - afirmando que Deus ainda estava no controle, apesar de seu povo estar sofrendo e sendo oprimido.
   Durante três anos Jesus ensinou, curou e libertou pessoas das forças opressivas, anunciando que o poder de Deus podia ser visto no que Ele fazia e dizia (Lc 11.16-20).
   Jesus se importava com os pobres e excluídos da sociedade - Ele ajudou até estrageiros desprezados que o procuravam (Ex. Mt 8.5-13). Jesus dizia oferecer renovação para a nação, trazendo boas novas do perdão de Deus. Ele falava a respeito do Templo de uma forma que surgeria que este seria destruído e substituído de certa maneira por sua própria pessoa (Jo 2.18-22; Mc 13.1-2).
   Esta mensagem não foi bem aceita pelos líderes judeus, cuja vida dependiam da existência do Templo. Muitos deles estavam coladorando com governantes romanos e não queriam a instabilidade que Jesus aparentemente trazia.
   Isto levou a uma trama para matar Jesus (Jo 11.47-53). Surpreendentemente, Jesus não resitiu a isto. Ele parecia saber o que estava se passando e falava disso por meio de parábolas (Mc 12.1-12). Além disso, Jesus considerava sua morte a realização daquilo que os sacrifícios representavam: perdão e renovação para o povo.
   Na noite em que foi preso e julgado, ele passou tempo com seus amigos, celebrando a Páscoa que comemorava o êxodo do Egito. Jesus deu àquela refeição um novo significado. Ele interpretou o pão e o vinho da refeição como símbolos do seu corpo e sangue, entregues na morte (Lc 22.14-20).
   Pouco depois Jesus foi preso, julgado e condenado à morte pelos líderes judeus, e depois pelos romanos (pois os judeus não podiam fazer execuções naquela época). Ele foi executado por crucificação. Trevas cobriram a terra enquanto ele estava pendurado na cruz. Jesus morreu.
   Três dias depois Seus seguidores ficaram totalmente maravilhados e alegres em vê-lo vivo novamente: a morte não fora capaz de derrotá-lo. Ele era o mesmo Jesus que conheciam há três anos.
Ele realmente era o Messias!

   5. Os seguidores de Cristo
   Após a sua ressureição, Jesus deu a seus seguidores a responsabilidade de contar aos outros sobre ele (Mt 28). Antes de voltar para Deus, ele prometeu dar-lhes poder para realizar esta grande tarefa.
   Na festa judaica de Pentecostes (conhecida também como festa da colheita), pouco tempo mais tarde, os seguidores de Jesus foram surpreendidos pelo envio do Espirito Santo, quando receberam a capacidade de falar em novas línguas (línguas de naçãoes, At 2), de forma que uma grande multidão foi atraída para ouvi-los falar sobre Jesus.
   Aquele pequeno grupo rapidamente espalhou a mensagem sobre Jesus por todos os países ao redor mar Mediterrâneo. Pequenos grupos de cristãos (chamados inicialmente de nazarenos) começaram a formar-se, inicialmente entre o povo judeu, mais depois também entre não-judeus: a promessa feita a Abraão de que toda a humanidade seria abençoada por meio da sua descendência começava a se cumprir! Estes grupos reuniam-se na casa de algum membro do grupo.
   E os primeiros grupos cristãos tinham seus problemas! As cartas dos primeiros líderes cristãos demonstram os tipos de dificuldades que tinham, ajustando-se a um novo modo de vida que derrubava barreiras entre as pessoas - barreiras de gênero, condição social e raça (Gl 3.28).
   Eles tiveram de aprender o que significava ser seguidor de Jesus: não era mais possível viver do jeito que se quisesse. Cuidar dos outros, principalmente de outros cristãos, era mais importante que suas próprias necessidades. Além disso, eles tinham de estar prontos para sofrer pela sua fé em Jesus - muitos foram excluídos socialmente, outros morreram porque se comprometeram a segui-lo.

Esta é a terceira parte do post 'O que é a Bíblia?' no próximo post tem a sexta parte principal da Bíblia.

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